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*Blog Raul Machado: http://raulmachado.blogspot.com/


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jornal Arterizar - Número 01 - Digitalizado

*Clique nas imagens para ver a página maior!




















*Em breve as fotos do lançamento do Jornal
E mais novidades para o segundo semestre!


Instituto Cervantes Florianópolis - Esclarecimentos e Divulgação!

Em nosso primeiro jornal publicamos a matéria sobre o Instituto Cervantes, que foi recentemente inaugurado na ilha, e para nosso melhor entendimento a produtora cultural do Instituto, Solange Kurpiel, nos mandou um e-mail em que esclarece:

¨o Instituto Cervantes Florianópolis não possui nenhuma relação direta com o Governo do Estado de SC, o que possuímos são parcerias com os órgão de cultura estadual como Badesc, TAC...O Instituto é um órgão do Governo Espanhol responsável pela difusão da cultura e língua espanhola e hispanica no mundo. A chegada do centro à cidade aconteceu em virtude de um acordo assinado entre o Governo Espanhol e o Governo Federal Brasileiro em meados de 2006.Na ocasião firmou-se a inserção da Instituição em mais 7 municípios do território nacional além dos já existem em São Paulo e Rio de Janeiro.Atualmente o IC está também em Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Florianópolis.As atividades culturas estão começando a ganhar força lentamente em Florianópolis. É importante lembrar que todas são de iniciativa dos colaboradores do Instituto.¨

Agradecemos a atenção de Solange Kurpiel e segue abaixo o convite à próxima atividade cultural do Instituto Cervantes:


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cuspes Poéticos e Alguns Avisos

*Poemas de Raul Machado

Uma Opção




Um espaço vazio
Um tempo parado

Cantamos no chuveiro
Do universo
Para o infinito nos ouvir

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Ode



-Deus toca piano?
-Não.
-Por quê?
-Não sabe...

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Surreal



Eis que escuto atrás do minuto
Que me remete ao que derrete
Breton e Vaticano se enticando:
-A montanha foi Dalí até aqui!
-Mas que coisa sem pé nem Maomé!

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Um Poema Exato


A
B
A
B

C
D
D
C

A
B
A
B

C
D
D
C

-Todos os versos terminam em proparoxítonas.
-Este produto contém redondilha maior.
-Poema autorizado pela sintaxe.
-Qualquer dúvida consultar a gramática.

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Canibalismo



Onde minha afiada língua
Te desnuda
Para que minha boca faminta
Engula a sua

Um beijo

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Primitiva Matemática



As retas
Tímidas curvas
Sem coragem
Que mantiveram a linha

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*AVISOS
-Em breve estaremos postando as fotos da festa de lançamento do nosso primeiro Jornal
-Estamos tentando disponibilizar o conteúdo do jornal aqui no blog também, calma aí!

Beijo no cotovelo, até mais!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ENDEREÇO NOVO

O local do lançamento foi modificado, mais perto da UFSC, mais fácil!

O resto continua tudo igual..as caronas, o horário, etc.

Endereço novo: Casa da Dani, Rua José Francisco Dias Areias, número 237 - Trindade!
(Passando o Banco do Brasil/Itaú, na segunda à esquerda...vindo da principal da Trindade)


terça-feira, 16 de junho de 2009

LANÇAMENTO DO JORNAL ARTERIZAR




O quê: Distribuição do jornal, Exposições, Música, Queijos & Vinhos!
Quando: 20/06/09 - Sábado - 19h.
Onde: Casa do Fabiano - Barra do Sambaqui/Fpolis-SC
Rua Flordovina Ventura Marciano, número 157
(Na geral do Sambaqui, vira no restaurante Delícias do Mar e segue)
Quanto: Contribuição livre!
Caronas: Saída 18:30 do CFH/UFSC
Contato: coletivoarterizar@yahoo.com.br

*Em breve estaremos disponibilizando o conteúdo do jornal aqui no blog também!


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Poemas Perdidos

LOGO ABAIXO, SE POR ACASO ELES AINDA ESTIVEREM ALÍ...

*De Raul Machado



Perdido


Onde estou?
Perguntou-me a bússola!

Apontei-lhe o norte
E desejei-lhe boa sorte!

Ah, se ela desconfiasse
Que nada sei do que havia dito

Nem se é à vontade
Ou se é mesmo (a)-quilo!

Que (mal)dito...



Perdido II


Abro a janela
Para o vento entrar
E fecho a porta
Para a corrente não me levar

Ligo a água quente
Para minha cabeça esfriar
Passo gelo nas tuas coxas
Para nosso relacionamento esquentar

E já sem saber o que fazer
Decidi me levantar

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Entrevista sobre Política Cultural / Avisos

*Entrevista retirada do site http://www.culturaemercado.com.br/


Lia Calabre: “Estamos retomando pressupostos marioandradianos”

As questões que envolvem a relação entre o Estado e a cultura são consideradas pertencentes ao campo das políticas culturais, mas estas políticas vão muito além de iniciativas estatais. Segundo doutora em História Social da Universidade Federal Fluminense, Lia Calabre, políticas culturais são um conjunto de ações sistemáticas, institucionalizadas, e que podem ser realizadas também por agentes privados, com objetivo de desenvolver o setor.
Os estudos sobre estas políticas constituem, conforme uma colocação de Philippe Urfalino que a pesquisadora destaca em artigo de 2007, “Os estudos de política cultural contribuem para a constituição de uma espécie de história da ideologia cultural do Estado”.
Conforme a pesquisadora que coordenou uma mesa sobre Indicadores Culturais nesta quarta-feira no Quinto Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (V Enecult), no Brasil, a história da ideologia revela “um Estado de origem oligarca e elitista, formado por uma visão européia de civilização e que por isso investiu, durante muito tempo, em projetos de educar as práticas culturais do conjunto da população”.
Para Calabre, esse é um dos motivos pelos quais o projeto de proteção do patrimônio com uma visão ampla, como foi o de Mário de Andrade, foi reduzido a política de proteção do patrimônio edificado e europeu. Em entrevista via correio eletrônico, Calabre falou sobre políticas de comunicação, os desafios em constituir políticas de Estado que não sejam dissolvidas na dança das cadeiras governamentais e sobre como a gestão das políticas culturais estão recuperando nos últimos anos, de forma atualizada, alguns dos pressupostos marioandradianos. Confira a entrevista na íntegra.

Carlos Gustavo Yoda - O que são políticas culturais?

Lia Calabre - São um conjunto da ações sistemáticas, articuladas coerentemente entre si, institucionalizadas, realizadas por agentes públicos e privados, com o objetivo de desenvolver o campo da cultura, de maneira a satisfazer as necessidades culturais da população, seja na esfera da produção, da capacidade de expressão ou do consumo. E que devem ser elaboradas de maneira participativa.

Yoda - Em artigo publicado no livro Políticas Culturais no Brasil: Balanço & Perspectivas (editado pelo CULT-UFBA) você destaca Philippe Urfalino: “Os estudos de política cultural contribuem para a constituição de uma espécie de história da ideologia cultural do Estado”. Qual o histórico dessas ideologias no Brasil?

Calabre - Um Estado de origem oligarca e elitista, formado por uma visão européia de civilização e que por isso investiu, durante muito tempo, em projetos de educar as práticas culturais do conjunto da população. Esse é um dos motivos pelos quais o projeto de proteção do patrimônio com uma visão ampla, como foi o de Mário de Andrade, foi reduzido a política de proteção do patrimônio edificado e europeu. Ainda temos muito dos resquícios dessa visão de civilizar as práticas culturais. Desde meados da década de 1970, principalmente a partir da gestão de Aloísio Magalhães, tal visão vem sendo alterada muito lentamente. Tal processo é intercalado por momentos de exclusão quase total da presença do estado. Podemos dizer que estamos retomando, de maneira atualizada, alguns dos pressupostos marioandradianos, nos últimos anos.

Yoda - No III Enecult, você disse que “O desafio é montar projetos que não se desmanchem com o advento de um novo governo. E a manutenção da política é tão mais intensa quanto for a sua relação com a sociedade”. Políticas como o Cultura Viva já estão protegidas pela sociedade como políticas de estado ou os avanços obtidos ainda correm o risco de se desmancharem com outros governos?

Calabre - Ainda não. Na verdade ele ainda é um programa, mas que parte para uma nova etapa de consolidação, que é a da parceria com os estados e municípios. Esse processo de envolvimento dos diversos níveis de governo é fundamental para a alteração de programa para política - que deve avaliar o programa, criar (ou não) novas ações, redirecionar atividades. Mas para isso, também é necessário que mantenhamos no poder governos com o compromisso de dar continuidade a um modelo de gestão mais participativa. Tudo isso aumenta a possibilidade de manutenção do programa dentro de uma política voltada para ações descentralizadas.

Yoda - Outro ponto que você levantou em 2007 foi a necessidade de políticas inter-relacionadas a outros setores. O projeto do governo Lula, Mais Cultura, prevê essa dinâmica de maneira eficiente e suficiente?

Calabre - O programa Mais Cultura fez avançar. Temos, por exemplo, que intensificar o diálogo e estreitar o trabalho com o Ministério da Educação, por exemplo. Agora os pesos políticos dos Ministérios são diferentes. O papel do MinC cresceu enormemente, mas não o suficiente, até mesmo por falta de estrutura, de equipe, para dar conta de tantos desafios e de anos de despolitização da área.

Yoda - Uma das primeiras políticas culturais que você considera no Brasil é a regulamentação do setor de radiodifusão, em 1932. Hoje o país está preparando sua primeira Conferência Nacional de Comunicação. Qual a importância de debater políticas de comunicação para a promoção e proteção da diversidade das expressões artísticas e culturais?

Calabre - A questão do conteúdo veiculado pelos meios de comunicação de massa nunca foi enfrentado pelo governo, exceto pela censura política e de costumes. O processo praticado no país levou a concentração de “falas”, de “construção de uma diversidade monótona” - assentada nos mesmos princípios estéticos e empresariais.
A Conferência Nacional de Comunicação é o momento de se discutir novos modelos de difusão de conteúdos. No Brasil, a TV é o principal, e muitas vezes único, meio de acesso a produção cultural, ela tem alcance nacional e necessita expressar afetivamente esse caráter nacional.


Por Carlos Gustavo Yoda (Jornalista e Comunicador de Redes)

*Carlos Gustavo Yoda cobre o V Enecult a convite da organização do evento com o apoio do Ministério da Cultura e do Instituto de Artes Humanidades e Ciências Professor Milton Santos

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*A diagramação do Jornal Arterizar já está pronta, em breve começaremos a sua distribuição e disponibilização no blog também. *Estamos organizando uma festa/sarau de lançamento do jornal, em breve mais notícias!
*Pessoal que quiser participar do blog e da segunda edição do jornal, ou tem idéias e sugestões para exposições,saraus,eventos,pauta,etc, entre em contato pelo nosso email: coletivoarterizar@yahoo.com.br