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*Blog Raul Machado: http://raulmachado.blogspot.com/


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Imagens, Sons, Caminhos e Poesias


[ Imagens: Desenho e Pintura, de Natália Pelosi ]


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[ Rádio Tarrafa - FM Livre ]


--Rádio Livre da bacia do Itacorubi, Florianópolis/SC. Nas ondas do ar rompendo com as redes convencionais e com o monopólio dos meios de comunicação.
-- 104,7 FM em Floripa
-- http://radiotarrafa.libertar.org/ em qualquer parte do planeta
*Em breve mais programação na rádio e mais informações aqui no Arterizar!
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[ Frente de Luta pelo Transporte Público - Florianópolis ]
--Pela revogação do aumento na tarifa e por um transporte coletivo público e de qualidade!
--Por uma vida sem catracas!
-- Calendário de Atividades e Mais Informações: http://www.fltcfloripa.libertar.org/
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[ Poesias, de Raul Machado ]
Onde

A poesia vive ali
Entre o silêncio
E a solidão
Do extraordinário
Ordinário
Da convulsão
Social
Ou In-Fernal
...Inércia...Inércia...Inércia...

O tédio
É tão médio
Tão morno
Tão sério
(trecho final de um poema maior, de nome "Ao Poder", publicado em breve aqui no blog)
(...)
Queremos o simples
De não nos sentirmos a sós
Enquanto tantos passam
(e não nos olham)

Queremos o simples
De não sermos servos
Enquanto ditadores pousam de democráticos
(acrobáticos)

E se nos negam o simples
E dizem que é só para quem pode
Não chorem se um dia
Quebrarmos suas máscaras
E te darmos um sacode

Pois é tudo muito simples:
-Toda ação tem uma revolução.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Divulgação, Aviso e Texto-Fragmento

[ Divulgação ]

Na próxima terça-feira, dia primeiro de março, será lançado o catálogo da Casa, de Lucila Vilela, exposição realizada em outubro de 2010, em Florianópolis. O catálogo, que será distribuído gratuitamente, organizado pelo crítico Victor da Rosa e pela própria artista, conta com quatro textos maiores e com uma série de anotações sobre os cômodos da Casa escrita por diversas pessoas que visitaram a exposição. A concepção visual da publicação foi realizada pelo artista Zé Lacerda e todas as fotografias são da autoria de Cristiano Prim. O lançamento será no Café Cultura do Centro, em Florianópolis, a partir das 18h.

Textos: Victor da Rosa, Fernando Boppré, Fifo Lima, Modesta Di Paola
Anotações: Marcelo Schroeder, Vera Torres, Christiano Scheiner, Sandra Meyer, Ida Mara Freira, e Artur de Vargas Giorgi.

SERVIÇO:
O quê: Lançamento do catálogo CASA – expo de Lucila Vilela
Quando: terça-feira, 01 de março
Horário: das18h às 21h
Onde: Café Cultura, Praça XV de novembro, 352
Quanto: o catálogo será distribuído gratuitamente


Mais informações: (48) 8447-9368 Lucila Vilela
(48) 9918-7626 Victor da Rosa

APRESENTAÇÃO:

A CASA: MODO DE USAR

O esforço que empreendemos na organização deste catálogo, afinal de contas, é um esforço paradoxal: como será possível fixar uma exposição que aposta sobretudo na instabilidade? Diante do paradoxo, então, além de uma lista com as principais informações, buscamos oferecer também uma idéia – ainda que parcial e rarefeita – de como foi a vida na Casa durante os dias em que permaneceu aberta, em outubro de 2010.
O catálogo conta com alguns textos críticos, refletindo a exposição segundo diferentes abordagens, e com uma série de pequenos depoimentos que sugerem apreensões mais rápidas e fugidias; as fotos, por sua vez, retratam os vídeos e as performances, mas também a presença do público e mesmo as pequenas situações que não podem se repetir; ainda, foi criada uma seção justamente para dar notícia sobre algumas intervenções (previstas e imprevistas) realizadas por outras pessoas que passaram a fazer parte da exposição; enfim, uma receita da sopa de abóbora pode fazer o leitor imaginar que nem tudo na Casa era arte. Esperamos que este catálogo seja, portanto, além de um documento de cultura, também um meio de experiência.
*
Sendo a Casa uma experiência essencialmente coletiva, fazemos questão de agradecer a todos aqueles que contribuíram tanto para a realização da exposição – antes, durante e depois de sua abertura – quanto para a finalização deste catálogo. A realização do projeto Casa foi possível graças ao Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, lançado pela Fundação Catarinense de Cultura, em 2009.

Lucila Vilela e Victor da Rosa
Florianópolis, 25 de janeiro de 2011

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[ Aviso Arterizar ]

O Coletivo Arterizar ainda está de férias, ou ao menos a passos lentos, produzindo apenas aqui no blog. Mas isso dura até o carnaval! Depois da festança voltaremos à ativa com mais Zine e Jornal Arterizar, com uma exposição sobre Arte-Postal e muito mais!

Artério Arteiro

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[ Escrito, de Vagner Boni ]

um texto-fragmento cru

porque o amor é isto: um pão. vinhas tu de um casamento e irias embora porque não eras dali enquanto eu tinha hora marcada e queria futuro e como chegastes levantei-me e desci da lotação sem saber qual teu nome e como carregava eu apenas e sempre apenas alguns fragmentos e tantos e sempre tantos delírios sobre este vasto mundo e ali na tua mão em linha por linha havia expresso o que a cabeça não consegue pensar quando há um entrecruzar de sentimentos e de pernas e de olhos e a devastadora necessidade de fugirmos se isto fosse possível ah então nem haveriam os novos reencontros e os cotidianos desencontros deste peito que arde assim em carne viva mulher por saber que não há como saber aquilo que apenas sentimos se este é o sentido do caminho que nos fez cruzar tantas vezes de tantas formas e sempre diferentemente buscavas tu o oriente nesta minha desorientação estranhamente familiar nas nossas suas mãos e nossos seus olhos e nossa sua mala e neste corpo cru e salgado por lágrimas de outros e outras e estranhos éramos então dois velhos amigos ou ex-futuros amantes no movimento do pensamento que te encaixou no meu quadril e te enroscou entre as pernas grossas sentindo e sorvendo esse gosto que teus lábios tem e que gozam enquanto dou e dava o posso dar deste meu de despedida porque de mim ainda somente vaza um jorro de adeus amargo e cruel como a morte e ali diante de mim pagou o tíquete e rolou a catraca com grande dificuldade pelo excesso de bagagem que trazia junto consigo fato que levou o cobrador desta vida a ajudar-te e inadvertidamente esbocei qualquer coisa similar a um gesto que interrompeu-se no ar posto que já não fora preciso mas tu mulher notou aquilo que não buscava atenção porque sou assim repleto de gestos involuntários tiques de cortesia destas coisas culturais como este gosto de ler um verbo próprio de uma certa e sempre incerta distância nisto tudo que me diz que não há como não ser e ser no tempo que tudo transforma e permanece como quando na última vez que passaste horas beijando sob o portão até raiar eu não devorava ninguém e já estava envolto na tua pele negra justaposta à minha dando-me ar que gostaria de encontrar mais vezes de domínio e de sedução que só é possível para os apaixonados que se vão e se esvaem pelos peitos ardentes e eu não queria e ela ali me pedia um pouco mais de alguém que já não havia quando acompanhamo-nos pela casa num rito de partida imersos em certa paz que continha morte e vida eram assim nossos diálogo e um tumulto em nossos corpos vivos e quase mortos e entendia-me e aceitava sangrando-me querendo-me mais como te recordas quando ficamos horas sobre o cais ao balanço do mar e em nossos olhos refletiam-se delírios enquanto o mundo evaporava o mar confundindo-se estrelas e a noite negra na pupila no dia em que não sossegou seus olhares até sentar-se junto a mim e mergulhar no livro que estava em minhas mãos que logo de canto de olho identifiquei que era algo sobre a educação e arte o teu enquanto devora eu adorno ouvi tua voz buscar o que aguçava o desejo que era mais ou menos assim como quem não aguentaria viajar mais sem perguntar como podias ler assim e fomos bons amigos trocando tatilmente impressões líquidas que embebedavam-me altamente eu lembro ou lembro pouco brincavamos provocativamente nos tocando e apalpando-nos e tu tão branca estavas de vestido provocativamente em negativo aumentando a fome destes lábios que lançados sobre os meus num piscar de olhos me amou nas trinta horas depois num quarto deliciosamente nus sobre a cama tão nossa devorados e famintos sem saber como é dificil gostar de ti tão silenciosamente ou como é dificil não gostar de ti sempre tendo eu um olhar no limite das coisas reais e vasto nas coisas da imaginação e as palavras sovadas crescem comemos aquilo que tu entregavas aos meus olhos e traíamos alguém sempre como outras trairiam outros enroscadas neste corpo que é apenas uma cicatriz que mata e liberta em cada estocada que dá experimentando o sal a saliva o sangue o suor e a saudade. e assim te amei mais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Poesia e a Prepotência Acadêmica

*Artigo de Sérgio Massucci Calderaro, compartilhado desde de [ http://www.cronopios.com.br ]

Não sei se foi coincidência, mas nas últimas semanas caiu nas minhas mãos (na mina tela, melhor dito) um par de artigos espezinhando um monte de gente bacana e não raro talentosa, sempre com o gentil cuidado de não citar nomes. Fiquei chateado e resolvi mandar este texto pro Pipol, para que também circule por aí uma outra opinião a respeito.

Primeiro: ninguém é dono da poesia. Ela é livre e é de todos que a queiram praticar, tenha o sujeito estudos específicos ou não. Uma digressão: nos anos setenta, o punk rock deixou um recado. Esse estilo dos que não sabiam tocar – mas eram, sim, artistas – influenciou sem volta toda a evolução da música pop dali por diante. Mas fechemos parênteses, com a consciência de que já vai ter gente torcendo o nariz para este artigo por eu ter citado o punk, que afinal de contas não é música, é barulho (enquanto eu trabalhava neste texto, li no jornal espanhol “El Mundo” notícia que vem a calhar: “Sex Pistols y The Clash entran en los salones clásicos de Villa Médici – El fastuoso conjunto arquitetônico de Roma se abre a uma exposición sobre el punk”).

Segundo: estar por dentro de redondilhas, decassílabos ou alexandrinos é ótimo. Conhecer as possibilidades e variantes de acentuação e ritmo também. Saber a história, o desenvolvimento, as formas mais usadas em cada época, onde e por quem é bacana para chuchu. É mesmo fascinante (para quem gosta, claro), e digo sem nenhuma ironia. Afirmar que só quem quebra regras é aquele que as domina faz todo o sentido. Quem não as conhece pode até quebrá-las (provavelmente as quebrará), mas não tem consciência disso, ou seja, ele realmente não está infringindo nada, considerando que a falta de conhecimento da norma invalida a intenção da infração. Esse sujeito está apenas escrevendo porque lhe deu na telha, porque tinha algo a dizer, a botar para fora, e enxergou no formato poético um bom meio de se expressar. Ele está apenas escrevendo naturalmente, guiado talvez por ritmo, métrica e acentuação instintivas. Seria o caso de rechaçar sua produção mesmo sem antes dar uma olhadinha, pelo simples fato do praticante dessa poesia não conhecer a teoria poética e supostamente não dominar essa linguagem?
Segundo o que tenho lido por aí, sim. Isso se chama preconceito, que, nesse caso, tem origem na prepotência.

A poesia alternativa está mais marginalizada do que nunca. Saiu de moda. Perdeu o glamour. Aliás, esse rótulo de alternativo ou marginal surge não se sabe bem de onde (e também não é neste artigo que vamos atrás dessa resposta). Há muito que se dizer. Leio, por exemplo, que Bandeira ou Oswald podem quebrar regras. Leminski também pode. Isso porque se pressupõe que eles conhecem a Teoria da Literatura de cabo a rabo e, é provável, já se sentaram na mesma mesa de Antonio Cândido para jantar. Aí já é outro patamar. O Pepito da Esquina escreve tudo torto e às vezes usa cu e buceta (assim com u mesmo) no texto. É mais um moleque que não merece atenção. Joga o cara para vala-comum de atuais pretensos poetas alternativos. Um lixo.

A poesia parece estar em mãos erradas. Quando, no início, fiz uma comparação com o “faça você mesmo” punk, a intenção foi mesmo trazer a confecção e leitura do poema ao patamar do chamado pop. Ela, a poesia, merece. A aura de austeridade e de arte para poucos deveria ser, uma vez mais, eliminada.

Apoiar-se em nomes consagrados como os dos modernistas de vinte e dois é fácil e é covardia. Será que se algum acadêmico ou crítico lesse algo ao estilo de “O Capoeira”, assinado pelo nosso já conhecido Pepito da Esquina, iria gostar ou ao menos respeitar esse texto? Eu desconfio que não. Oswald faz pouco caso das regras e é bom; Pepito tampouco as respeita e já é ruim de saída, pois sequer as conhece. Não gosto desse critério. Por isso, o que este artigo pede é somente que se preste mais atenção à molecada, os atuais punks da poesia. Vai que tem coisa boa aí sendo desprezada por puro preconceito.

É necessário e saudável que exista um contraponto aos bons moços reinantes em nosso pobre e enfadonho panorama poético. O bom-mocismo atual acaba tornando-se monótono. Falta-lhe muitas vezes emoção e ímpeto juvenil. E não nos esqueçamos que poesia é arte e, como tal, deveria ser campo mais da emoção do que do intelecto. Ao lado da poesia de régua e compasso, poderíamos dar vez também aos poetas que medem improvisadamente ou que simplesmente não medem nada, seja por falta de conhecimento, de vontade ou por convicção. E que assim tivéssemos no Brasil um cenário pujante e respeitado para essa poesia. Mas isso passa antes pela queda da prepotência de acadêmicos, críticos e inclusive de casas editoriais. Leitores sabemos que não faltam – o fenômeno dos blogs está aí para mostrar que o público lê e seleciona novos poetas; alguns blogs de poesia chamada alternativa têm impressionante número de acesso se consideramos que seu tema é justamente a poesia.

Dizem que a poesia alternativa merece, no máximo, estudos sociológicos. Que ela não transcende. Na verdade, tanto faz. Poesia não é feita para ser estudada. Não é feita para acadêmicos. É, apenas, feita. Acadêmicos e críticos são, ou deveriam ser, somente uma pequena parcela de receptores, e não acho que sua opinião ou sua leitura tenha mais ou menos validade do que a de um médico, um frentista, uma garçonete ou um estudante ginasial. O estudioso, com o olho já viciado, vai inevitavelmente reparar em aspectos formais e comparar a peça poética com outras de seu vasto repertório. Daí ele tira seu julgamento, também viciado, porque seu olhar capta muito, mas também muito deixa escapar.

Sabemos que quem faz o poema é também o leitor. Sem ele, o texto não se completa. Meus poemas têm o sentido que dêem a eles. Algo assim disse Paul Valèry. Estou de acordo. As palavras impressas de um poema são como um manual de instruções, com o qual o leitor monta a sua própria peça poética. Sendo um entre muitos, o acadêmico, que fala e escreve bonito, que sabe persuadir, que tem a horrível facilidade de destruir – Valèry outra vez –, tenta convencer a todos os outros da má qualidade que já de antemão teriam os novos poetas denominados por ele mesmo de alternativos ou marginais. Eu não caio nessa conversa.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Divulgações, Poesias e Artério Arteiro

[ Divulgações ]


-[ I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea ] : http://www.dc.mre.gov.br/festivais-e-concursos/brasil-i-concurso-itamaraty-de-arte-contemporanea ( inscrições até 25 de março ).

-[ Exposição "Arte no Cotidiano: Acerca do Colecionismo" ] :
Onde? -Museu Victor Meirelles, Centro de Florianópolis
Quando? -De 22 de Fevereiro a 20 de Abril
Quanto? -Gratuito
Mais informações? - [ http://www.museuvictormeirelles.org.br ]

-[ Carnaval Alternativo no Psicodália ] : Festival de música em Rio Negrinho/SC que tem neste ano Tom Zé como grande atração. Mais informações, ingressos e programação completa em [ http://www.psicodalia.mus.br ]

-[ Blog Literário ] : Pústulas Palarvas, Prolífero Pânico em [ http://eapeste.wordpress.com ]

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[ Poesias, de Raul Machado ]

La Negrita

Escura como a noite
De olhar desconfiado
Procura o seu gato
De bigode penteado

Caminha como a lua
Sempre lado a lado
Como gata de rua
Acende seu cigarro

Poesia nas Alturas II

Sorte da poesia
Que não tem medo de altura
E abraça o poeta
Como dama impura
(com duas pedras de gelo)

Albergue III

Babel é uma mulher
Com muitas línguas
E poucos esconderijos
-Deixe-se beijar

Ao Vivo

Aqui
Jazz
Dizzy Gillespie

Pistola Automática

Com tanto contato tácito
O tato com tatus é tanto que,
Contanto que dancemos um tango,
Construimos tumbas para moles-bundas

E a "real politik" se esconde
Atrás de pires e abóbodas abobadas
Secas como um Dry Martini

Dada poliglota troglodita destrutivo e construtivista

I have to piss
En un neumático de bici
DosCampos franceses

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[ Artério Arteiro ]

-Montevideo tem gosto de vinho e cheiro de arte.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Poesias e Esporro

[Poesias, de Raul Machado]


No Banco dos Réus

Mas seu juiz
Tenha piedade
Só mato barata
E saudade


Criar

Transe visceral
Espasmo de vida
Meu corpo fragmentado
Meus sentidos
Espalhados por aí

Transbordando
de tanto
Tudo


Hai-Kai energia lá de cima

Raio:
As veias
do céu.


Pára! Cê tá mal?

Tem poesia que sai como espirro:

Olhando para algo luminoso
Alimentado, porém, por desgraças
Ou obstrução das vias aéreas
(no seu sentido mais alto, mucoso ou calvo)
Pensando ser o ato libertário
Que irá curar seus males internos

Mas logo em seguida vem outro

Atchim!


Entre 03:45 e 03:47

Criaturas
Vermes da noite
Escoam e ecoam
Por entre canos
E copos
Sanitários
Satânicos
Envolvendo-se
Na própria vergonha

Criaturas difíceis de se ver
Vermes do bar
Simpáticos ao luar
Assassinos ao amanhecer

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[Esporro, de Artério Arteiro]

O governo estadual de Santa Catarina irá criar o "Batalhão de Choque", comandado pelo tenente newton ramlow (sim, sem maiúsculas pois o cara não merece) com sede na trindade. A função? reprimir distúrbios urbanos. TECLA SAP: meter o pau nas manifestações sociais e calar o povo.
Sinto cheiro de fascismo neo-liberal...urgh!