*de Raul Machado
DOÇURAS
Até o velho rabugento
Sem coração
Começou a imaginar
Pois foi um caminhão
Lotado de sonhos
Que na rua eu vi tombar
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DOÇURAS E TONTURAS
Eu descobri
Que ele é traiçoeiro
E bem esperto
Nos pega quando queremos sair
Engana-nos com sua doçura
Suas festivas borbulhas
Mesmo seco e quente
Na garganta a descida não é dura
Normalmente acompanhado de vários
Homens e mulheres
Sorrisos, festas, eventos, aniversários
-Me queres?
Pergunta-me com cara de coitado
Como te quero! Agarro-te, seguro firme, me amarro
Na taça teu artigo vira feminino
És uma bela silhueta, tesuda moça
E assim te levo à minha boca
Teu corpo é delicado
Requer muito cuidado!
Começas com carinhos
Satisfazendo-me aos poucos
Deixando com vontade mais
Ambos já loucos
Mas é quando me levanto
Ando
Sinto que estou leve, já não te ouço
Meio tanso!
És moça fina, da sociedade, elegante
Mas meio interesseira né!?
Deixou-me até mais dançante
E daí transa comigo e depois some?
Hei! Espera aí, só mais uma coisa....
Qual seu nome?
-Champagne!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Poemas! De vários tipos,tamanhos e pesos...
*de Raul Machado
MAR ABERTO
O tempo pesca o homem
Que distraído
Olhava as horas
Nadarem
Como peixes
Que
Desesperados
Buscam o Nada
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ELA VESTE VERMELHO
Esquentei teus pés
Com minhas meias
Escorri teu cabelo
Junto ao meu macarrão instantâneo
Troquei a escova de dente
Só para nos beijarmos escondidos
Quebrei teu espelho
Pra não achares sua alma gêmea
Quebrei teu pescoço
Antes do meu
-Primeiro as damas!
E foi jogando com elas
No tabuleiro antigo
Em preto e branco
Que te comi
Liguei a televisão – a cores
E modernamente morri
Pois contigo me casei
Antes do tal capítulo final
Culpa tua
E das tuas pernas
Vermelhas do teu sangue
Lágrima das tuas maçãs
E só
Esquentei teus pés
Com minhas meias
Escorri teu cabelo
Junto ao meu macarrão instantâneo
Troquei a escova de dente
Só para nos beijarmos escondidos
Quebrei teu espelho
Pra não achares sua alma gêmea
Quebrei teu pescoço
Antes do meu
-Primeiro as damas!
E foi jogando com elas
No tabuleiro antigo
Em preto e branco
Que te comi
Liguei a televisão – a cores
E modernamente morri
Pois contigo me casei
Antes do tal capítulo final
Culpa tua
E das tuas pernas
Vermelhas do teu sangue
Lágrima das tuas maçãs
E só
*Imagem: "Le Violon d'Ingres", de Man Ray
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PETER PAN
O tempo não passa
E eis um filho da puta
Quem assim o disse
O tempo ultrapassa
E nos arrasta
E é assim, vosso alpiste
Imaginário...
O tempo não passa
E eis um filho da puta
Quem assim o disse
O tempo ultrapassa
E nos arrasta
E é assim, vosso alpiste
Imaginário...
*Imagem: Vincent Price/Malloy, do curta "Vincent", de Tim Burton
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GARÇOM
Se quatro bêbados
Sentados em mesa de bar
Os mundos podem mudar,
Imaginem, vós, o poder
Do garçom do mar
Que onda pós-onda
Serve revoluções à pagar
Se quatro bêbados
Sentados em mesa de bar
Os mundos podem mudar,
Imaginem, vós, o poder
Do garçom do mar
Que onda pós-onda
Serve revoluções à pagar
*Imagem: Um vinho derramado mesmo...Autor desconhecido
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A GRANDE FESTA
Bem-vindos!
Trouxeram seus vinhos, meus amigos?
O escorregador já está posto
O coral, afogado em gengibre,
Disposto!
E senhoras, os passarinhos gordos
Já cospem nosso palpiSte!
Vêem aquele ponto colorido?
Esqueçam-no, ele já transbordou
A linha tênue entre açúcar e amido
Então morda o arco-íris, estás franzino!
Não pensem que isto é uma piada
Pois o mordomo de sapatos sem fundo
Já lhes ofereceu a mão aliada
Corram, mas sem tomar muito susto!
(Tem um ali que já vomitou suspiros)
Venham! Sem medo
Sem vergonha do pelo
E de apertar, contra o peito
Seu mais profundo desejo
Olha só quem veio!
Vem ou vem vindo, tinto, vivinho..
Não fique alheio
Faça bonito ou desfaça o feio
Junte-se, também, minha amada
À esta escalada
Que é só escada
Na maior escala
E o sino badala...
Dando-me o aviso:
Só chega tarde
Quem se atrasa ou acha o pino!
Bem-vindos!
Trouxeram seus vinhos, meus amigos?
O escorregador já está posto
O coral, afogado em gengibre,
Disposto!
E senhoras, os passarinhos gordos
Já cospem nosso palpiSte!
Vêem aquele ponto colorido?
Esqueçam-no, ele já transbordou
A linha tênue entre açúcar e amido
Então morda o arco-íris, estás franzino!
Não pensem que isto é uma piada
Pois o mordomo de sapatos sem fundo
Já lhes ofereceu a mão aliada
Corram, mas sem tomar muito susto!
(Tem um ali que já vomitou suspiros)
Venham! Sem medo
Sem vergonha do pelo
E de apertar, contra o peito
Seu mais profundo desejo
Olha só quem veio!
Vem ou vem vindo, tinto, vivinho..
Não fique alheio
Faça bonito ou desfaça o feio
Junte-se, também, minha amada
À esta escalada
Que é só escada
Na maior escala
E o sino badala...
Dando-me o aviso:
Só chega tarde
Quem se atrasa ou acha o pino!
*Imagem: "Férias de Hegel", de René Magritte
domingo, 19 de julho de 2009
Artigo/Homenagem
*De Caio Marques
Saudades de Caymmi
Há um ano Dorival Caymmi nos deixou. Sempre evocando o mar, a terra, o céu e a bela Bahia de São Salvador, ele tocou nossos corações com suas singelas e belíssimas músicas. Ao contar para o mundo o que é que a baiana tem, Caymmi eternizou-se expressando e desvelando, inclusive aos gringos – com a ajuda da voz e atuação de Carmem Miranda, a nossa cultura tupiniquim.
No final da década de 1930, com seus 23 anos e já se sentindo grande demais para Salvador, ele resolve se mudar para o Rio de Janeiro com o intuito de ingressar na faculdade de Direito e trabalhar como jornalista. Mas não parou de compor e cantar, e o destino foi lhe mostrando que a música seria o caminho certo a ser percorrido. Os anos passaram e o Brasil rendeu-se aos pés de Caymmi, músico de produção marcada pela qualidade e não pela quantidade, simples e genial, ao falar muito com pouco. A música dele o tempo não há de apagar!
“Acontece que eu sou baiano”, dizia ele, com seu olhar dengoso. Ele é o retrato do baiano maroto, malicioso, que desde o primeiro instante te envolve através da simpatia e da “malemolência”. Casou-se com a também cantora Stella Maris e deixou à música Nana, Dori e Danilo, seus herdeiros de sangue e de voz. A prova disto é a carreira solo de sucesso e qualidade dos três.
“Eu não tenho onde morar”, confidenciava-nos. Caymmi gostava de dizer que morava nas areias das praias, ao relento da brisa do mar. Era homem das sutilezas, e os detalhes da vida não lhe passavam despercebido. E com anos de estrada musical, resolve mudar-se novamente, agora para o interior de Minas Gerais, onde descansa substituindo o seu amado acarajé por também deliciosos pães de queijo.
“Saudades da Bahia”...Saudades de Caymmi. Porém, através da eternidade de sua poesia, eu ainda “vou pra Maracangalha, eu vou...”, com certeza!

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O Coletivo Arterizar recomenda:
-As músicas do disco "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo - 90 anos", lançado em 2004, onde os três filhos de Caymmi fazem ao pai uma bela homenagem, cantando suas composições. O disco contém músicas como "Rosa Morena", "Maracangalha", "Você já foi à Bahia?", "São Salvador", entre outras.
-O livro "Dorival Caymmi", de Francisco Bosco, editora Publifolha. Mais informações do livro em: http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136021/
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Mensagem de Artério Arteiro!

Acabamos de receber através de um sinal de fumaça (!) um pedido do ilustre Artério Arteiro, nosso esquizofrênico palhaço. Ele está atrás de algum evento artístico em Agosto, para dar uma passeada, bater um papo, tomar uns gorós e filar uns canapés (se tiver), e escrever sua crítica para o segundo número do Jornal Arterizar. Já através de danças ritualísticas que misturam movimentos suaves de pernas e antebraços com o código Morse, ele ainda fez questão de pedir patrocínio (que cara de pau!?) para o Coletivo Arterizar, para que possamos manter o seu circo de pé, publicar nosso Jornal e organizar exposições e outros eventos. Estaríamos publicando a propaganda/divulgação dos patrocinadores no próximo Jornal e aqui no Blog também. Avesso às tecnologias, ele pediu que possíveis interessados entrassem em contato conosco, através do e-mail coletivoarterizar@yahoo.com.br .
Beijos em todos vocês e obrigado pelos elogios, apoios, sugestões, críticas e materiais artísticos que estamos recebendo! Este diálogo constante é importantíssimo.
“Aqui é que pega o ônibus em direção à Arte?” (Artério Arteiro, perdido em uma dessas frias madrugadas de inverno ilhéu)
“Aqui é que pega o ônibus em direção à Arte?” (Artério Arteiro, perdido em uma dessas frias madrugadas de inverno ilhéu)
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Em breve: Pré-Calendário do Coletivo Arterizar para o segundo semestre de 2009 e mais coisas aqui pelo blog.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Imagem
Divulgação: Exposição Artes Plásticas!
*Clique na imagem para melhor visualização do convite
-ACAP (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos)
-Aberto à visitação entre 14h e 18h.
-Entrada Gratuita!
Poemas
*De Boni... Vagner Boni
FRAGMENTOS SOBRE AS COISAS
a canoa em branco mar
à vista, perde-se
na finitude indecifrável
do não-horizonte.
deriva, ausente o nau.
na branquitude brumal do olhar-água
a perder-se de vista,
presente, flutua
na imensidão
este pensamento
esta canoa
presa-livre
da imaginação.
Santo Antônio de Lisboa,18.08.2008
-----------------
TARDE DO POEMA
Sobre a grama e as raízes
no papel de café
o fim da tarde
se achega
o vento
se aconchega
e o poema
co’o c(heir)or…
se saí.
09 de Outubro de 2007
FRAGMENTOS SOBRE AS COISAS
a canoa em branco mar
à vista, perde-se
na finitude indecifrável
do não-horizonte.
deriva, ausente o nau.
na branquitude brumal do olhar-água
a perder-se de vista,
presente, flutua
na imensidão
este pensamento
esta canoa
presa-livre
da imaginação.
Santo Antônio de Lisboa,18.08.2008
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TARDE DO POEMA
Sobre a grama e as raízes
no papel de café
o fim da tarde
se achega
o vento
se aconchega
e o poema
co’o c(heir)or…
se saí.
09 de Outubro de 2007
Imagem
Festival de Dança de Joinville - Divulgação

O quê: Festival de Dança de Joinville 2009, vigésima sétima edição. Abrange Mostra competitiva de dança, oficinas, workshops, seminários, eventos de dança e artes nas comunidades,etc.
Quando: 15/07/09 a 25/07/09
Onde: Centreventos Cau Hansen - Joinville/SC
Mais informações: www.festivaldedanca.com.br
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